Esta é uma história de quando eu vim do futuro ao meu próprio encontro; e ali, conhecendo meu eu de décadas à frente, eu contei a mim mesmo a história sobre meu dia final. E foi assim que ele (eu) contou sobre minha própria morte, nestas exatas palavras:
Cheguei ao inferno e caminhei por ele até encontrar o soberano do lugar. Diabo, Satã, Belzebu e outra infinidade de nomes ele possui. Chamo-o por Dragão.
E então o Dragão falou, em sua voz áspera e penetrante:
- O que faz aqui tão cedo, humano? Ansioso para me servir? Ou por azar ou imprudência caiu em alguma armadilha mundana?
E o jovem rapaz sem rosto que ali estava, eu no inferno, recostou-se na parede de pedra e olhou para cima; e após seu rosto inexistente assumir uma expressão que deveria ser um sorriso, proferiu na nossa voz calma e leve:
- Não, senhor. Simplesmente morri de amor.
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